5 Erros Comuns ao Fazer Inventário (e como evitar cada um deles)

09/06/2026

Pequenos descuidos podem atrasar o processo por meses ou até anos. Veja o que não fazer.

Perder alguém da família já é difícil o suficiente. E quando chega a hora de cuidar do inventário, muitas famílias se veem perdidas, sem saber por onde começar, o que reunir e quem deve assumir a frente do processo.

O resultado disso quase sempre é o mesmo: atrasos, custos desnecessários e, em muitos casos, desentendimentos entre os herdeiros que poderiam ter sido evitados.

A boa notícia é que a maioria desses problemas tem origem em erros simples, e que podem ser evitados com orientação adequada. Veja os cinco mais comuns.


Erro 1: Começar sem reunir toda a documentação

O erro mais frequente é dar início ao processo sem ter os documentos necessários em mãos. Sem a certidão de óbito, escritura dos bens, certidões negativas de débito e documentos pessoais de todos os herdeiros, o processo paralisa logo no início.

Cada documento faltante representa dias ou semanas a mais de espera. Organizar tudo antes de começar economiza tempo e evita idas e vindas desnecessárias ao cartório ou ao advogado.

Erro 2: Escolher a via judicial quando o inventário poderia ser extrajudicial

Muitas famílias recorrem à Justiça por desconhecimento, sem saber que existe uma alternativa mais rápida e menos custosa: o inventário extrajudicial, feito direto no cartório.

Quando todos os herdeiros são maiores de idade, estão de acordo com a divisão dos bens e não há testamento, o inventário extrajudicial é possível e costuma ser concluído em muito menos tempo do que o judicial. A escolha errada entre essas duas vias pode gerar custos e prazos que simplesmente não precisariam existir.

Erro 3: Não buscar um acordo entre os herdeiros antes de iniciar

Conflitos entre herdeiros são uma das principais causas de inventários que se arrastam por anos. Disputas sobre quem fica com o quê, desentendimentos antigos que ressurgem nesse momento e falta de comunicação entre os familiares transformam um processo que poderia ser simples em algo longo e desgastante para todos.

Antes de formalizar qualquer coisa, vale investir no diálogo. Um consenso estabelecido antes do início do inventário poupa tempo, dinheiro e, especialmente, o relacionamento entre a família.

Erro 4: Ignorar as dívidas deixadas pelo falecido

Esse erro costuma surgir de surpresa. Muitos herdeiros chegam ao processo pensando apenas nos bens a receber, sem considerar que as dívidas do falecido também fazem parte do inventário.

Antes de qualquer partilha, é preciso identificar todos os débitos e obrigações pendentes. As dívidas devem ser quitadas com o patrimônio do espólio antes de os bens serem divididos entre os herdeiros. Ignorar essa etapa pode gerar complicações sérias no andamento do processo.

Erro 5: Escolher o inventariante de forma precipitada

O inventariante é a pessoa responsável por representar o espólio durante todo o processo: reunir documentos, prestar informações ao juiz ou ao cartório, administrar os bens e garantir que tudo caminhe dentro dos prazos. Escolher alguém sem organização ou que não tem boa comunicação com os demais herdeiros pode atrasar significativamente o processo.

O ideal é que o inventariante seja uma pessoa de confiança, com disponibilidade para cuidar das exigências do processo e com capacidade de manter o diálogo aberto com toda a família.

Atenção: O prazo para abertura do inventário é de 60 dias a partir da data do falecimento. Ultrapassar esse prazo sem justificativa pode gerar multa sobre o imposto de transmissão (ITCMD), aumentando os custos do processo. Não deixe para depois.

Fazer um inventário com tranquilidade é possível, mas exige planejamento, documentação organizada e, principalmente, orientação jurídica adequada. Evitar esses cinco erros pode significar meses a menos de espera e uma economia real para toda a família.

Se você está passando por esse momento ou precisa entender como funciona o processo no seu caso, o Lima & Souza Advocacia está pronto para te ajudar.


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